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Sempre achei que a sua espécia fosse tão iluminada. Tão superior a nós. Tão inteligente. E então vejo você escondido aqui no mato... feito um covarde.

–Baldur para Kratos

Baldur, também conhecido como o Estranho, é filho de Odin e Freya, meio-irmão de Thor e Týr, tio de Magni e Modi e o principal antagonista de God of War.

Na Mitologia Nórdica

Baldur (também conhecido como Balder e, em nórdico antigo, Baldr) era filho de Odin (o rei dos deuses) e Frigg. Ele era conhecido por ser bonito e justo e era o favorito dos deuses Aesir.

A maioria das lendas sobre ele diz respeito à sua morte. Depois que ele e Frigg tiveram um sonho em que viram sua morte (sonhos são proféticos na mitologia nórdica), Frigg pediu que toda a criação prometesse não ferir Baldur, apenas esquecendo de pedir ao visco, pois ela considerava-o inofensivo. Histórias islandesas contam como os deuses se divertiam atirando objetos nele (sabendo que ele era imune a danos). O deus cego Höd, enganado por Loki, matou Baldur ao atirar visco, a única coisa que poderia ferí-lo.

Depois do funeral de Baldur, o mensageiro Hermod foi enviado para Hel (a deusa da terra dos mortos também era conhecida como Hel) para pedir o retorno de Baldur. Hel pediu que todos os seres da criação chorassem por Baldur, e todos os seres choraram, exceto a giganta Thokk (que era Loki disfarçado), que recusou a chorar as lágrimas que livrariam Baldur da morte.

A morte de Baldur foi o começo do Ragnarök: a morte dos deuses nórdicos.

Biografia

Vida pregressa

Baldur nasceu de Odin e Freya, sendo o meio-irmão de Thor e Tyr. Em algum momento de sua vida, as runas contaram à sua mãe que ele sofreria uma "morte desnecessária". Determinada a evitar sua morte a qualquer custo, Freya pôs nele um feitiço que o tornou invulnerável a todas as ameaças, físicas ou mágicas. No entanto, o feitiço teve um efeito colateral: remover a capacidade de Baldur de sentir qualquer coisa, dor ou prazer. Como resultado, Baldur enlouqueceu e foi consumido de ódio por sua mãe, jurando nunca perdoá-la.

God of War (2018)

Baldur responde à ordem de Odin de caçar Kratos, visitando-o em sua própria casa. Kratos não quer lutar, apesar de Baldur continuamente insultá-lo e até dar um soco nele, mas, eventualmente, Kratos cede e derruba Baldur no chão. Quando Kratos tenta ordená-lo a sair, Baldur exclama "Minha vez!" e dá um soco que manda Kratos voando por cima da casa. Os dois começam a lutar brutalmente e Kratos é capaz de dominar Baldur, mas o último parece não ser afetado pelos socos e revela não sentir dor, exclamando que ele vai matar Kratos após os espartano se cansar. Kratos aparentemente mata Baldur quebrando seu pescoço, fazendo-o cair em uma ravina que os dois criaram durante a luta.

Devido à sua bênção, ele apenas desmaiou com o ataque de Kratos. Juntando seus sobrinhos, Magni e Modi, eles visitam o embaixador dos deuses nórdicos, Mímir, na esperança de ganhar o conhecimento de Kratos e seu filho. No entanto, eles não chegam a lugar nenhum, já que Mimir não sabe quem são os dois e é incapaz de localizá-los devido a uma runa ocultante posta por uma bruxa. Baldur diz a ele que mandaria sua mensagem a Odin se ele os ajudasse, mas Mímir, não impressionado, diz aos três para irem embora.

Mais tarde, quando Kratos, Mímir e Atreus se preparam para ir a Jötunheim, Baldur os embosca, ganhando vantagem sobre Kratos e incitando Atreus a atacá-lo. Baldur se diverte ao ver Atreus atacando seu pai após Kratos tentar mantê-lo fora da luta. Atreus, excessivamente confiante, ataca Baldur, mas não consegue matá-lo. Baldur esfaqueia Atreus, deixando o garoto inconsciente, e pula do penhasco, pousando em um dragão. Kratos intercepta-os e luta contra Baldur, que finalmente chega à sala de viagem entre reinos e põe Asgard como destino, na esperança de trazer todos os Aesir contra Kratos. Depois de outra luta brutal, Kratos altera o destino para Helheim, enviando-os para o Reino dos Mortos. Baldur se depara com uma ilusão em forma de uma memória sua, especificamente a vez em que ele confrontou sua mãe, Freya, sobre o feitiço que ela colocou sobre ele. Como o feitiço o tornava invulnerável, ele não podia sentir mais nada, nem dor, nem prazer. Incapaz de saborear durante as festas ou sentir prazer das mulheres, Baldur furiosamente agride sua mãe, apesar das razões e motivos dela. Kratos e Atreus, escondendo-se, testemunham Baldur agindo irracionalmente frente a ilusão e aprendem sobre sua conexão com Freya.

Depois de encontrar uma maneira de escapar de Helheim, Baldur toma conhecimento da jornada de Kratos ao estômago da Serpente do Mundo e, assim, fere a serpente gigante para expulsar os dois. Emergindo das águas geladas do lago, Baldur encontra sua mãe pela primeira vez em décadas. Apesar do tempo separados, Baldur permanece ressentido com ela sobre o feitiço que o tornou invulnerável. Enquanto Freya permanece com remorso, Baldur é consumido pelo ódio por ela. Ele tenta atacá-la, mas Kratos entra em seu caminho, levando a outra luta entre eles. Freya tenta intervir enredando os dois com raízes, acreditando que ela pode conversar com Baldur, mas seus feitiços são ineficazes quando os dois se libertam.

Durante uma pequena pausa na luta, Baldur domina Kratos e tenta dar um soco nele, mas Atreus intervém. Kratos fica horrorizado, acreditando que Atreus está ferido, mas o garoto diz que aquilo em seu peito não é o sangue dele; na verdade, é o sangue de Baldur. Baldur deu um soco no visco que Kratos havia amarrado no arco de Atreus depois de a corda ter sido temporariamente arrebentada durante a jornada. Baldur regozija ao sentir dor enquanto Freya, horrorizada, observa.

Estando vulnerável novamente, Kratos e Atreus retomam sua batalha contra Baldur, que deleita-se com a dor que sente. Ele agradece aos dois por sua ajuda, alegando que nem mesmo o próprio Odin havia conseguido remover sua "maldição". Freya tenta intervir novamente, revivendo o gigante Thamur para tal fim. Seus esforços terminam em fracasso quando Atreus chama a Serpente do Mundo para matar o gigante. De volta aonde eles começaram, Kratos espanca Baldur, mas poupa sua vida a pedido de Atreus.

Baldur confronta sua mãe mais uma vez. Freya implora a seu filho para encontrar compreensão em suas ações, na tentativa de fazer as pazes com ele. Baldur se recusa a perdoá-la e quase a estrangula até a morte, mas Kratos intervém novamente. Citando seu pai, Kratos diz que "o ciclo termina aqui" e quebra o pescoço de Baldur pela segunda vez, matando-o de verdade. Suas últimas palavras são: "Neve..."

Freya fica devastada e enfurecida com a morte dele, apesar de Baldur ter tentado matá-la. Ela jura vingar-se de Kratos, mas leva o corpo de seu filho no colo e desaparece.

Resultado

Apesar de sua fúria trágica, Mímir acredita que, com o tempo, Freya aceitará que a morte de Baldur foi para o melhor, e diz que os Nove Reinos são melhores com ela viva. No entanto, depois de finalmente atingir o Reino dos Gigantes e espalhar as cinzas de Faye, completando, assim, sua jornada, a morte de Baldur desencadeou uma ocorrência sobre os reinos. Mímir acredita que o Fimbulwinter, o terrível inverno que durará três anos, está prestes a acontecer. Para piorar a situação, o inverno antecipa a chegada do Ragnarök, algo que acreditava-se não acontecer por mais algumas centenas de anos. A morte de Baldur acelerou sua chegada.

Em um sonho que Atreus tem anos depois, ele e seu pai são confrontados, fora de sua casa, por um homem encapuzado com um martelo místico: Thor, irmão de Baldur, provavelmente vindo para vingar seu irmão e filhos mortos.

Personalidade

Ao contrário de sua descrição benevolente na mitologia, Baldur é extremamente cruel, implacável e sádico, uma vez que ele parece ter prazer em ferir Kratos e Atreus. É altamente provável que, já que ele não pode sentir nada, incluindo a dor, ele inflige-a aos outros tanto para tentar sentir algo como por raiva de que os outros sentem e ele não. Baldur odeia sua mãe, Freya, por ter colocado nele um feitiço que o incapacitava de sentir, apesar de sua motivação ser protegê-lo. Baldur lamenta não poder mais saborear durante as festas ou experimentar prazeres carnais, dizendo, furiosamente, para sua mãe que ele preferiria escolher a morte a não sentir. Desde então, ele prometeu que nunca irá perdoá-la. É provável que ele tenha aceitado a tarefa de caçar Kratos porque Odin prometeu poder libertá-lo do feitiço, mas Mímir acredita que Odin não era realmente capaz de tal coisa. No geral, Baldur é extremamente afetado emocionalmente e volátil, isso é evidenciado quando ele ataca histericamente a ilusão de sua mãe, dizendo que ele deveria ter matado ela naquele momento, e chora, chamando a si de covarde. Até mesmo alguns de seus companheiros Aesir perceberam o quão alterado e maníaco Baldur se tornou desde que adquiriu sua invulnerabilidade; seus sobrinhos notaram isso.

No entanto, ele parece ter algum senso de honra, já que ele estava supostamente disposto a deixar Kratos em paz caso o espartano tivesse dado a informação que ele queria. Baldur é bastante falador, de uma maneira beligerante, durante as lutas, pois ele insulta, zomba e enraivece Kratos durante todas as suas batalhas. O próprio espartano disse, em seu primeiro encontro, que ele fala demais. Depois de ser perfurado pelo visco que quebrou seu feitiço, Baldur consegue sentir mais uma vez e deleita-se com as sensações, até mesmo a dor. Assim, ele continua lutando contra Kratos para experimentar novas formas de dor, apesar das súplicas desesperadas de Freya, que quer conversar com ele. Mesmo diante do amor de sua mãe, ele não podia deixar de sentir seu ódio por ela. Ao descobrir que ela não conseguia parar de interferir em sua vida, ele não hesita em tentar matá-la, apesar de seus pedidos de perdão. Se não fosse pela intervenção de Kratos, ele certamente teria estrangulado Freya. Depois que Kratos quebra seu pescoço, os momentos finais de Baldur pareceram não ser de raiva, mas de alívio por poder sentir algo novamente, como a neve fria.

Poderes e Habilidades

Força Sobre-Humana - A força de Baldur superava, em muito, a de qualquer mortal ou monstro. Ele tem força suficiente para ferir Jörmungandr (A Serpente do Mundo) e sua força, aparentemente, está quase a par com a de Kratos.

Velocidade e Agilidade Sobre-Humanas - Baldur, possivelmente devido ao seu poder sobre a luz, pode se mover a velocidades extremamente altas, muito mais rápido que Kratos. Ele usa isso combate, correndo em volta dos inimigos antes de atingí-los.

Durabilidade - Por ser um deus, Baldur era extremamente resistente, mesmo sem sua invulnerabilidade, permitindo-lhe aguentar golpes extremao. No entanto, sua durabilidade natural não é suficiente para impedir Kratos de matá-lo, ou fazê-lo imune a coisas que, normalmente, o matariam em suas muitas batalhas.

Luz - Como o Deus da Luz, Baldur era capaz de usar a luz em combate. As runas em seu corpo, assim como seus olhos, acenderão quando ele usa seu poder. Ele poderia usar a luz para se mover a velocidades extremas, para enviar uma onda de choque através do solo, causar uma explosão de energia ou para energizar ainda mais seus socos.

Invulnerabilidade - O maior poder de Baldur, dado a ele por sua mãe, Freya, que lançou um feitiço quando nasceu, na tentativa de impedi-lo de morrer desnecessariamente, como foi profetizado. Ele era invulnerável a qualquer coisa, até mesmo as Lâminas do Caos de Kratos. Ele pode ser machucado, mas nenhum ferimento grave pode ser infligido, nem seus ferimentos duram, pois seu corpo se curará naturalmente a um ritmo extremamente rápido. Ele também não pode sentir nenhum ferimento, nem nada, permitindo que ele continue a lutar sem ser atrasado por suas feridas, permitindo-lhe atacar facilmente a Serpente do Mundo e sair das profundezas frias do lago em que residia. Apesar de sua invulnerabilidade, Baldur pode ficar aturdido e incapacitado por um breve momento; isso é evidenciado quando o pescoço de Baldur é quebrado quando ele enfrenta Kratos pela primeira vez. Sua única fraqueza era o visco, a única planta que sua mãe não previa prejudicá-lo. Ao acertar Atreus e esfaquear a mão com uma flecha de visco, o feitiço foi quebrado e Baldur não só pôde sentir, como pôde ser ferido, para sua alegria.

Afinidades Elementais Adicionais - Além de suas habilidades elementares leves, Baldur era capaz de obter acesso ao uso de elementos do fogo e gelo. O primeiro foi o gelo, quando Kratos o acerta no ombro usando o Machado Leviatã e o segundo foi fogo quando Atreus detonou o anel do gigante morto-vivo em cima de Baldur durante a batalha final com ele.

Combate Mão a Mão - Muito provavelmente devido às suas habilidades físicas e invulnerabilidade, Baldur não usa ou precisa de armas em combate. Ele favorece suas capacidades físicas de combate acima de tudo e é extremamente habilidoso. Ele pode atacar rapidamente, utilizando golpes e chutes. Ele também usa os cotovelos, joelhos e até mesmo luta corpo a corpo, incluindo dar um suplex em Kratos em sua primeira luta. Sua habilidade em puro combate corpo-a-corpo é incomparável, mostrando mais habilidade do que Kratos (um guerreiro espartano treinado com muitas vitórias em seu currículo), perdendo apenas devido à força superior e as armas de Kratos. Ele pode unir seus movimentos com sua velocidade superior, força e controle sobre a luz para dizimar inimigos, até Jörmungandr.

Galeria

Curiosidades

  • Seu equivalente grego (em termos de atributos) é Apolo. Alguns palpites sobre sua etimologia sugerem uma ligação com "Dagr", o dia personificado, para que ele possa ser visto como uma contraparte à deusa primordial do dia, Hemera.
  • Um texto nórdico o descreve como o deus do amor e da beleza, o que o tornaria equivalente a Eros, no entanto, ele não demonstra nenhum tipo de habilidade amorosa no jogo.
  • A invulnerabilidade de Baldur era um pouco semelhante à Maldição Grega de Aquiles.
  • A batalha final de Baldur com Kratos terminou da mesma forma que sua primeira batalha, com Kratos quebrando seu pescoço.
  • Na mitologia nórdica, a morte de Baldur foi o começo de Ragnarök, o fim de muitos deuses como Odin, Thor e Loki.
    • Isso pode estar sugerindo que futuros jogos incluirão não apenas outros deuses, mas também suas mortes (semelhante à trilogia original, em que a morte de Ares simbolizava o fim dos deuses gregos).
  • De acordo com Mímir, Baldur é o melhor cão de caça de Odin.
  • Muitos fãs confundiram Baldur com Loki, o deus da trapaça.
  • Na conclusão do jogo, Kratos afirma que Baldur, inicialmente, poderia não estar atrás dele, mas sim da giganta Faye, cujas cinzas Kratos carrega durante todo o jogo.
  • Em uma reviravolta irônica do destino, a tentativa de Freya de impedir a morte desnecessária de Baldur poderia ser considerada a razão exata para sua morte, pois Kratos só o matou para proteger a própria Freya.
  • As runas vermelhas nas costas de Baldur sobre os ombros são transliteradas para a palavra "amaldiçoado".
  • As runas no lado esquerdo do peito dizem “Ek er dauði”, que significa, aproximadamente, “eu sou a morte” em norueguês/islandês.
  • Em Gesta Danorum, Baldur é retratado como um fanfarrão ciumento e arrogante e altamente malévolo, possivelmente abrindo precedentes para a caracterização do jogo. No entanto, todo o texto é extremamente polêmico contra o paganismo germânico, por isso pode não refletir com precisão as crenças dos nórdicos pré-cristãos.
  • Durante sua terceira e última batalha, antes de Kratos quebrar o pescoço de Baldur, Kratos diz "O ciclo termina aqui". Essa mesma frase foi dita por Zeus antes de ele matar Kratos em God of War II.
  • Baldur tem um dragão de estimação que ele usa para viajar até a casa de Kratos em seu primeiro encontro e é visto quando Baldur sequestra Atreus.