FANDOM


Me chamam de Mímir! O homem mais inteligente vivo, e sei a resposta pra cada pergunta.

–Mímir se apresentando para Kratos

Mimir é o deus do conhecimento e da sabedoria e é um aliado de Kratos e Atreus. Ele era o conselheiro de Odin e embaixador dos deuses, até que Odin o aprisionou 109 anos atrás. Ele é o tritagonista de God of War.

Na mitologia nórdica

Mímir, que significa "o recordador" ou "o sábio" em nórdico antigo, é uma figura da mitologia nórdica, conhecida por seu conhecimento e sabedoria. Ele é decapitado durante a Guerra Æsir-Vanir. Depois, Odin carrega a cabeça de Mímir, que recita conhecimento e conselhos secretos para ele.

Biografia

God of War (2018)

Mímir foi preso por Odin pois o Pai de Todos acreditava que Mímir estava colaborando com os gigantes na tarefa de esconder seu reino. Antes disso, Mímir era o principal conselheiro e embaixador de Odin em todos os outros reinos. Ao contrário dos Æsir, Mímir procurou fazer a paz entre os reinos, pois acreditava que era o melhor plano para evitar Ragnarök. No entanto, Odin raramente ouvia tais conselhos e frequentemente liderava muitas guerras, particularmente contra os vanir e os gigantes. Quando a guerra com os vanir promulgou uma devastação incalculável e deixou ambos os lados cansados, Mímir sugeriu uma trégua: Odin se casaria com seu inimigo mais mortífero, o líder dos Vanir, a deusa Freya. Depois de muita insistência, Odin e Freya concordaram com os termos, terminando, assim, a guerra.

No entanto, os esforços de Mímir em preservar a paz seriam frustrados pela paranóia de Odin, suas obsessões com as profecias e permitir que seu filho, Thor, assassinasse os gigantes. Assim, semelhante ao que fez com Týr, Odin confrontou Mímir, suspeitando que ele estava ajudando os gigantes. Como punição, Odin o aprisionou no pico mais alto de Midgard, enraizado em uma árvore indestrutível até mesmo para o martelo de Thor. Além disso, Odin removeu seu olho esquerdo adornado com joias e o escondeu. Antes de conhecer Kratos, ele era torturado diariamente pelo próprio Odin.

Baldur, o filho de Odin e Freya, juntamente com seus sobrinhos, Magni e Modi, o confrontam e tentam suborná-lo com liberdade em troca de revelar o paradeiro de Kratos e do menino, mas Mímir foi incapaz de localizá-los devido a uma runa ocultante colocada sobre o dois por uma bruxa, e mesmo que pudesse, Mímir sabia que Odin nunca o libertaria, não importando o que Baldur dissesse a seu pai, nem Odin permitiria que Baldur o matasse. Sendo assim, Mímir afirmou amargamente que eles não tinham nada para oferecer e exigiu que o trio o deixasse.

Quase imediatamente após a saída do trio, Kratos e Atreus se revelam a ele. Mímir se apresenta para os dois e secretamente admite a Kratos que ele sabe que Kratos é um deus. Quando Atreus descreve sua jornada até o pico mais alto de todos os Nove Reinos, Mimir afirma que Atreus está enganado ao escolher o pico mais alto de Midgard, já que o pico mais alto de todos os reinos está em Jötunheim, o reino selado dos gigantes. Com seu olho mágico direito, Mímir projeta uma visão do pico mais alto de Jötunheim para eles através dos pilares de pedra atrás deles, o último portão conhecido para o dito reino, e que só ele sabe como abrí-lo.

Em troca, Mimir pede a Kratos para cortar sua cabeça, explicando que, depois de mais de 100 anos de tortura, o estado em que ele se encontra não poder ser considerado vida. Kratos concorda em decapitá-lo, mas Atreus não aguenta assistir e sai, e quando ele faz isso, Mímir diz a Kratos que ele deve revelar seu passado para Atreus e quanto mais ele esperar, mais provável será que Atreus fique ressentido com ele. Kratos então corta sua cabeça, matando-o temporariamente.

Sua cabeça sem vida é levada para a casa de Freya, onde ela o reanima. É rapidamente revelado que os dois têm um mau relacionamento, evidenciado depois que Freya cospe na cara dele. Mímir também revela a identidade de Freya e, em troca, descobre que ela nunca havia revelado tal coisa a Atreus e Kratos, que, por sua vez, enfurece-se ao saber que ela escondeu deles sua divindade. No entanto, Freya repreende Kratos com a ironia de que ele também estava mantendo seu segredo de seu filho, e avisa Kratos que a ira de Odin virá rapidamente agora que ele libertou Mímir. Rosnando, Kratos sai tempestuosamente da casa de Freya sem agradecê-la.

Mímir torna-se, então, companheiro de jornada do espartano e de seu filho, emprestando seu considerável conhecimento sobre os reinos, sobre a natureza violenta e vil dos deuses Æsir e das tragédias causadas pelas guerras através dos tempos. Ele também tenta consertar o relacionamento tenso entre o pai e o filho.

Quando Atreus adoece perigosamente depois de libertar sua Fúria Espartana pela primeira vez durante a batalha com os filhos de Thor, Mímir acompanha Kratos a Helheim em busca de uma cura. Quando Kratos vê o troll Máttugr Helson, Mimir o aconselha a causar problemas para chamar a atenção do guardião, já que eles precisavam de seu coração para curar Atreus. Depois que Kratos matou Helson, ele teve uma visão de Zeus e o chamou de pai, surpreendendo Mímir. Kratos então perguntou a Mímir sobre o outro lado da ponte, e ele o avisa gravemente para nunca ir até lá em circunstância alguma.

No caminho de volta para Midgard, Mímir disse a Kratos que ele estava surpreso que Zeus era seu pai. Depois de juntar a relação que Kratos teve com Atena, Zeus, suas lâminas de fogo e sua pele branca como a cinza, Mimir percebeu que Kratos não era ninguém menos que o próprio Fantasma de Esparta. Embora Kratos o tenha repreendido por relembrar seu título, Mímir afirmou que acreditava que as ações de Kratos para acabar com o panteão grego eram justificadas. Preocupado com Atreus, Mímir então argumenta com Kratos que ele teria que revelar a verdade sobre a verdadeira natureza de Atreus em breve, mas logo abandonou o assunto quando Kratos assim o ordenou.

Depois que Kratos mata Baldur, Atreus observa como eles são os "vilões" agora - Mímir defende as ações de Kratos afirmando que o mundo seria um lugar melhor com Freya, e explica por que ela está com raiva deles.

Quando Kratos e Atreus vão para Jötunheim, Kratos deixa Mímir para trás, a pedido dele (pois ele não queria "arruinar o momento" para eles), mas ficou com os anões Brok e Sindri, para seu descontentamento. Depois de espalharem as cinzas de Faye e voltarem, Mímir revela que eles ficaram lá por mais tempo que o esperado e que Freya perguntou a ele onde Odin havia colocado suas asas de valquíria. Mimir deu a ela a pouca informação que tinha sobre elas, terminando com a afirmação "O ciclo da vingança não é tão facilmente quebrado". Além disso, Mimir informa a Kratos e Atreus que a morte de Baldur inicia o inverno de três anos, o Fimbulwinter, precursor do Ragnarok, algo que, segundo as profecias, não aconteceria por mais algumas centenas de anos.

Mímir, então, se junta a Kratos e Atreus em sua jornada para casa, e, aparentemente, passa a viver com eles.

Descrição

Algumas pessoas valorizam a privacidade. É melhor não julgar, cara.

–Mímir para Kratos

Mimir é bem-educado, gentil e possui um senso de humor alegre, senão sarcástico, e espirituoso. Mesmo decapitado, Mimir tenta aproveitar ao máximo a situação, achando-a melhor que a prisão. Mímir muitas vezes tem uma riqueza de informações sobre as divindades, monstros, civilizações, os Nove Reinos e as figuras famosas da mitologia nórdica. Mímir também costuma terminar a maioria de suas frases com a palavra "cara", possivelmente como uma forma de camaradagem para com Kratos e seu filho, Atreus.

Fazendo parte da companhia viajante de Kratos e seu filho, Mímir se torna uma espécie de força de equilíbrio entre eles, ensinando Atreus a usar suas habilidades para o bem e, muitas vezes, aconselhando Kratos a ser mais aberto sobre a verdade de seu passado. Para esse fim, Mimir demonstra ser emocionalmente sensível e faz bons argumentos sobre o potencial impacto que a atitude distante de Kratos em relação a Atreus poderia ter, mas respeita os desejos de Kratos e não conta nada ao seu filho. Ele também foi o primeiro a notar a mudança sombria no comportamento de Atreus depois que ele finalmente soube de sua herança divina e, assim, tentou incutir os ideais que figuras como Týr defendiam, usando seus poderes com sabedoria e para o bem. Quando essa mudança de comportamento começou a fraturar o vínculo já tenso entre Atreus e Kratos, Mímir fez o melhor que pôde para abordar a questão cuidadosamente.

Rapidamente, Mímir provou ser um fiel aliado e amigo de Kratos e seu filho, ajudando-os a encontrar o reino dos gigantes por todo o caminho. Mímir também expressou grande preocupação com Atreus quando ele começou a ficar doente após a batalha com Magni e Modi. Ele até implorou a Baldur para que parasse de atacar Kratos e Atreus, oferecendo-se a fazer o que ele quisesse, mas, é claro, seus pedidos foram ignorados.

Apesar de sua personalidade brilhante, Mímir possui uma grande dose de raiva e ressentimento em relação aos deuses Aesir, Odin e Thor em particular. Ele acha que a grande maioria deles é hedonista, paranóica, arrogante, belicista e culpada pelas tragédias que os Nove Reinos enfrentaram. Antes de seu encarceramento, Mímir fez o melhor que pôde para tentar trazer e fazer a paz entre os Reinos onde quer que ele pudesse, como aconselhar Odin a se casar com Freya para acabar com o conflito entre os deuses Aesir e Vanir.

Em contraste com os deuses Aesir, Mímir considerava Týr da mais alta estima, acreditando que ele era um grande líder que lutava por paz, conhecimento e entendimento, não por poder e controle.

Embora ele seja parte da mitologia nórdica, Mímir está ciente de outras mitologias e seus panteões, mencionando, no cofre de Týr, os deuses egípcios e, em Helheim, o panteão grego. Sobre os deuses gregos, ele também sabe da sua morte, que ele alegou ser merecida. No entanto, ele não sabia quem havia desmantelado o panteão, até acompanhar Kratos.

Mímir provou ser bastante humilde, o que é estranho para um deus, como quando ele se orgulha de ser o homem mais inteligente vivo, mas admite haver "lacunas" em seu conhecimento, ou quando lida com algo que ele nunca viu antes. Ele também mostrou grande respeito pela jornada de Kratos e Atreus para Jötunheim, e pediu para ser deixado para trás no Templo de Týr, já que este momento era importante para os dois, assim, ele não queria estragar o momento. O espartano e seu filho passariam a gostar de Mímir, pois levariam-no para casa com eles assim que a jornada terminasse.

Ele parece ter um histórico com o álcool, tendo uma vez caído de uma montanha em um estado de embriaguez. Também apontou estar intoxicado quando na presença de gigantes, implícito quando ele diz que nunca falava sua língua enquanto estava sóbrio. 

Frases

  • (Mímir se apresentando para Kratos): "Eu? Sou o maior embaixador dos deuses, Gigantes e todas as criaturas dos Nove Reinos. Conheço cada canto dessa terra, cada idioma, cada guerra, cada trato já feito. Me chamam de Mímir! O homem mais inteligente vivo, e sei a resposta pra cada pergunta."

(Revelação de Mímir sobre a verdadeira identidade de Kratos): "Seu pai era Zeus? Agora eu entendi. Eu tô pendurado no quadril do maldito Fantasma de Esparta!"

Kratos: "NÃO me chame assim."

Mímir: "Não me entenda mal. Pelo que sei, o panteão mereceu. Mas ainda é muita coisa pra absorver. Eu sabia que você odiava deuses, mas não consegue ficar longe deles, hein?

Kratos: "Você não pode falar nada pro garoto. Ele jamais deve saber."

Mímir: "Que bobagem, cara, com todo respeito, claro. Ele tem que saber. Ele nunca vai ser completo sem a verdade. Olha, eu entendo. Você odeia deuses. Todos eles. Não é por acaso que isso inclui você. Eu seu filho também, você não enxerga? Ele sente isso! Ele não tem culpa de ser o que é. Ele nem pode lidar com isso porque você nunca contou. Tá tudo conectado, cara!"

Kratos: "Você... não vai falar nada."

Mímir: "Tudo bem."

Poderes e habilidades

Por ser um deus, Mimir é mais forte que um mortal, mas seu corpo foi deixado no lugar onde Odin o aprisionou. Apenas sua cabeça é reanimada e ele tem que confiar em Kratos e nos outros para se mover e ver.

Quase Onisciência: Sendo o Deus do Conhecimento e da Sabedoria, Mímir conhece quase tudo na mitologia nórdica, cada acordo, guerra ou canto de todos os Nove Reinos, e até mesmo se apresenta como o homem mais inteligente do mundo. Mímir pode falar e ler todos os idiomas, até línguas mortas como a de Jörmungandr. Seu conhecimento pode chegar a outros lugares, como a Grécia: ele sabe sobre os deuses gregos e percebe que Kratos é o Fantasma de Esparta, o pseudônimo que ele tenta esquecer. Apesar de tudo isso, há algo que ele não sabe: a razão de Odin querer Kratos e seu filho. A única exceção é a fraqueza de Baldur: Mímir sabe qual é (o visco), mas Freya, ao reanimar a sua cabeça, também o tornou incapaz de lembrá-la, até a batalha final quando Baldur é esfaqueado pelo visco e Mimir afirma que ele agora se lembra.

Olhos Mágicos: Mimir tem olhos mágicos feitos de jóias que são capazes de revelar segredos em lugares, como o depósito de Týr, e projetar imagens. Originalmente tendo dois olhos, ele perde o olho esquerdo para Odin, e o Pai de Todos coloca-o em uma estátua de Thor que Jörmungandr acaba comendo, mas, mais tarde, Kratos e seu filho o encontram e o devolvem a ele para que ele possa usar os dois olhos como um Cristal de Viagem para abrir, finalmente, o portão para Jötunheim.

Curiosidades

  • Mimir é o primeiro deus não-grego morto por Kratos e o primeiro deus que foi morto por Kratos sob seu próprio pedido.
  • Apesar de ser um deus nórdico, Mimir é, na verdade, celta. Enquanto no quarto secreto de Týr, Atreus encontra um Sgian-dubh, uma faca celta. Mímir então diz que a faca vem de sua terra natal e que ele tinha uma semelhante. Além disso, seu notório sotaque escocês reforça ainda mais isso.
    • Na verdade, Mímir menciona que "chega um momento na vida de todo homem onde ele muda seu nome e se dirige para o norte para recomeçar", sugerindo que "Mímir" não é seja nome original.
  • Enquanto está funcionando e consciente, Mímir esclarece que ele foi reanimado, não ressuscitado. Assim, ele ainda é considerado morto.
  • Mímir e Hélio foram os únicos deuses que Kratos decapitou. Além disso, ambas as cabeças tinham uma utilidade para ele.
  • O aprisionamento e a morte inicial de Mímir são semelhantes à situação de Prometeu, já que ambos foram aprisionados pelo deus governante de sua terra por um suposto crime, e ambos foram mortos para que seus sofrimentos acabassem.
  • É dito que Mímir foi um amigo muito próximo, senão um amante, da rainha valquíria Sigrun.
  • Mímir é um dos poucos indivíduos que conhecem e falam a língua dos gigantes. Assim, ele é um dos poucos que podem falar com a Serpente do Mundo.
    • No entanto, depois de falar com a Serpente pela primeira vez, ele afirma que nunca havia falado a língua antiga sóbrio antes.
  • Mímir descobriu que Kratos era grego devido a ele dizer o nome de Atena. Mais tarde, Mímir descobre que Kratos era o filho de Zeus, o que explica muita coisa a ele, e isso logo faz com que ele exclame que Kratos é o Fantasma de Esparta.
  • Mímir é o único deus que realmente ajuda Kratos em suas jornadas, sem sequer tentar usá-lo para algum propósito egoísta, o que acabaria por levar a algum tipo de traição, bem como o único deus que nunca se voltou contra ele devido a circunstâncias externas. Ares, Atena e os olimpianos, por outro lado, apenas o usaram como peão para seu próprio ganho pessoal, enquanto Hefesto e Freya são inicialmente úteis até se voltarem contra Kratos devido a incidentes relacionados a seus respectivos filhos.
  • Se Mímir ainda não estiver com você, Atreus tentará explicar a história de cada santuário, mas se Mimir estiver lá, ele acrescentará à história.
  • Seus equivalentes gregos são Atena e Mnemosine. Ele substituiu Atena como aliado pessoal de Kratos no que tange a sabedoria e o conhecimento deste ponto em diante.
  • Mímir menciona que, antes de sua posição como conselheiro de Odin, ele servia algum rei fada; numa época em que ele era um pouco mais velho que Atreus. Sua declaração de que ele era um tipo de bobo da corte, e entrou em todo tipo de problema com os "mortais locais", lembra a figura de Puck, de Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare. Essa informação é ainda corroborada pelos chifres na cabeça característicos de Mímir, uma representação comum do sátiro-trapaceiro da comédia de Shakespeare.
  • Mímir lembra muito Shennong, uma divindade da religião chinesa, um mítico sábio governante da China pré-histórica.
  • Quando os gigantes deram a Mímir seus olhos dourados, ele bebeu álcool para aliviar a dor. Enquanto bêbado, ele quase os convenceu a colocar os olhos dourados na base de seus mamilos.
  • Mímir menciona que, antes de sua prisão, ele ficou muito bêbado e caiu de uma montanha. Suas feridas foram curadas pela valquíria Eir. Ele admite que cair daquela montanha não foi um dos seus momentos de maior orgulho.
  • Mímir menciona que, quando Thor estava preso sob o gigante de pedra, todos estavam distraídos conversando entre si e ele testemunhou os filhos de Thor, Magni e Modi, levantarem o gigante, mas, por Magni ser mais loiro, recebeu a maior parte do crédito. Essa é a verdadeira razão pela qual os irmãos são rivais.
  • Quando Atreus menciona como a raça dos Gigantes nasceu, dizendo que eles tinham muitos filhos, Mímir comenta que "muitos filhos" era um eufemismo.

Galeria